Proibição dos cassinos no Brasil é tema do 3º Encontro de Concierges e Recepcionistas


03/05/2016 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Os 70 anos de proibição dos cassinos no Brasil foi o painel que abriu a grade de programação do 3º Encontro de Concierges e Recepcionistas que teve início agora há pouco em São Lourenço (MG). O evento é promovido pela FBHA — Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação em parceria com a Les Clefs d’Or – Associação Brasileira de Concierges e conta com apoio oficial da Revista Hotéis e de várias entidades. Participaram deste painel Euler Corradi que é autor do livro “O Rei da Roleta”, biografia da vida de Joaquim Rolla, considerado o maior empresário dos cassinos no Brasil. Também participaram deste painel, Alexandre Sampaio, Presidente da FBHA – Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação; Marco Aurélio, Presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurante e Bares de São Lourenço; o Deputado federal Newton Cardoso Júnior e Magnho José Santos de Sousa, Presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal que começou seu debate enfatizando que: quando o decreto presidencial fechou em 1946 os 71 cassinos no Brasil, simplesmente acabou com 53 mil empregos de forma direta. E desde então, o Brasil mantém a legislação mais antiga e inadequada na área de jogos no mundo. “Hoje os jogos controlados pela Caixa movimentam cerca de R$ 14 bilhões ao ano, mas os ilegais movimentam muito mais. O Jogo do bicho movimenta 12 bilhões e completa 75 anos de proibição, mas a sociedade acredita que esta aposta é legal, pois ninguém deixa de receber. Estima-se que existem cerca de 450 mil pontos de jogos no Brasil, contra 13 mil pontos da Caixa. Estima-se também que as máquinas caça níquel movimentem 3,6 bilhão, os bingos, R$1,3 bilhão, as apostas na internet movimente cerca R$ 3 bilhões. Ou seja, esta indústria ilegal movimenta mais de R$ 20 bilhões de aposta ao ano”, revelou Sousa.

Potencial do mercado
Ele lembra que existe um potencial grande para os jogos no Brasil, pois estima-se que cada brasileiro gasta R$ 170,00 por ano em jogos, mas muito atrás de outros mercados, como Itália que gasta R$ 2.175,00. “A indústria de cassinos movimenta nos Estados Unidos movimenta US$ 240 bilhões anual”.
E uma vez legalizado os cassinos, a Região Sul de Minas tem uma grande vocação, tanto com equipamentos hoteleiros, como a produção de equipamentos de cassinos no Brasil”, destacou Sousa.
Ele se mostra bem otimista em relação a legalização dos cassinos no Brasil, pois o atual momento é bem favorável, pois o Governo Federal necessita de receitas e geração de empregos. “A Câmara dos deputados fez a reunião de 14 projetos e criou a Comissão Especial do Marco regulatório dos Jogos no Brasil. Com isto, abriu-se as discussões para a legalização dos jogos no Brasil, incluindo cassino, bingos e o do bicho. E Sousa lembra que a atual legislação no Brasil faz com que seja praticamente impossível de se lavar dinheiro nos jogos, pois cada movimentação acima de R$ 10 mil tem de se comunicar ao COAF. “Isto desmistifica as críticas dos céticos ou mesmo do Ministério Público”, concluiu Sousa.

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