Ministros de Temer querem a legalização de jogos de azar


17/05/2016 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Ministros do governo Michel Temer querem legalizar os jogos de azar no país. Eles defendem que a liberação seria um estímulo ao turismo e que aqueceria a atividade econômica no país. A medida polêmica é defendida está causando debates entre os órgãos federais e divide opiniões.

Segundo jornal Folha de S. Paulo, o novo ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, disse que o jogo já existe de forma clandestina e não gera nenhum benefício financeiro para o Estado.

O ministro da Secretaria de governo, Geddel Vieira, também é a favor da medida e diz que não vê problema na liberação dos jogos. O ministro ressalta que essa ainda não é a uma posição definitiva do governo Temer e afirma que medida ainda será discutida pelo Planalto.

Geddel afirmou que “Temer é simpático à causa. Tivemos uma conversa há cerca de 30 dias e ele viu a ideia com bons olhos. Estou otimista, acho que o momento é muito propício à legalização”.

Além de Vieira e Alves, outros políticos se mostraram a favor da medida e pretendem votar a favor da liberação. O ministro dos transportes, Maurício Quintela, deputado licenciado do PR, é favorável à legalização e até já apresentou um projeto de lei para liberação de jogos de azar em 2008. Em março deste ano, o ministro da agricultura, Blairo Maggi, senador licenciado do PP, foi o autor de um relatório que objetiva a liberação de casas de bingo, máquinas caça-níqueis e jogo do bicho no país. A proposta do texto será analisada e ainda será votada.

Os argumentos do ministro são rechaçados pelo Ministério Público da União, pois, segundo o órgão, a atividade seria um potencial incentivo à corrupção no país. O secretário de relações internacionais do órgão, Peterson de Paula Pereira, disse em entrevista à imprensa que “a liberação do jogo de azar pode ser um escoadouro para crimes de lavagem de dinheiro” e ressalta que tal medida pode encobrir lucros com tráfico de drogas e armas.

Em declaração ao Jornal Folha de São Paulo, a Procuradoria-Geral da República se opõe veemente à liberação dos jogos, bingos e jogatinas em geral e destaca: “estamos falando de um segmento que hoje opera de forma clandestina e nãos e constrange em corromper, intimidar e até matar agentes públicos. Seria muita ingenuidade pensar que eles parariam de cometer crimes depois da legalização”.

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