O Globo e MP se aliam para manter jogo na clandestinidade


05/07/2016 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Ao invés dos surrados editoriais com a utilização do trinômio: lavagem de dinheiro, patologia e ausência de controle – O Globo se aliou ao Ministério Público na campanha sórdida para manter o jogo na clandestinidade.

Nesta segunda-feira (4), O Globo veicula a reportagem ‘MPF critica projeto que legaliza exploração de jogos de azar’ (veja em Especial), em que o único entrevistado é o procurador da República Peterson de Paula, secretário de Relações Institucionais da Procuradoria-Geral da República.

A visão míope do jornal carioca é repetida pelo procurador da República, mas com uma abordagem perigosa, pois o procurador desqualifica o Senado ao afirmar que é inadequado discutir tema quando senadores estão sob investigação e que a legalização poderá beneficiar eleitoralmente os candidatos das próximas eleições através de financiamento eleitoral.

O procurador até admite timidamente que o processo de legalização poderia ser mais restrito e benéfico para os investidores internacionais através da legalização de cassinos.

“Seria diferente se o projeto fosse restrito para possibilitar a vinda de grandes investimentos com cassino e redes de hotéis, se viessem turistas para jogar no Brasil”.

O representante do MP chega a criticar a celeridade do processo de legalização dos jogos: “Essa legalização dos jogos, com essa velocidade, não cheira bem”. Além do atraso histórico de 70 anos, o tema vem sendo discutido há muitos anos pelo Congresso Nacional.

Estratégia desenhada

A estratégia do O Globo já está desenhada com a veiculação da entrevista tendenciosa (não ouviu a outra parte) com o é o procurador da República Peterson de Paula. Amanhã, terça-feira (5), dia da votação do projeto de lei pelo Plenário do Senado, o jornal fará um editorial ‘demonizando’ a legalização com as informações ‘catastróficas’ do procurador.

Comento

O Globo é, sem dúvida, a Dona Santinha do Século XXI.

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