‘Dona Santinha’ do jornalismo veicula sexto editorial contra a legalização dos jogos


24/07/2016 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



O Globo fez a ‘sena’ nesta sexta-feira (22) ao veicular o sexto editorial contrário a legalização dos jogos no país. Os outros cinco foram ‘Um alto preço’ (04.01.2016), ‘Ajuste não pode justificar a legalização do jogo’ (24.02.2016), ‘Aposta temerária’ (07.03.2016), ‘Ideia danosa’ (13.06.2016) e ‘Legalizar o jogo é inadequado e eticamente condenável’ (05.07.2016).

A novidade do editorial ‘Liberar o jogo tem custo social e criminal’ (leia emOpinião) desta sexta-feira é a utilização da insinuação que o apoio ao novo presidente da Câmara teria sido negociado para que o parlamentar mantivesse a legalização na pauta da Câmara.

“Há especulações sobre os bastidores da eleição de Maia segundo as quais o compromisso com essa agenda teria sido moeda de troca, por votos, com o lobby da jogatina. O que menos importa é se o presidente da Câmara nega ou não tais negociações. Fato é que suas explícitas declarações em favor da legalização oxigenam a tramitação efetiva da pauta que beneficia os jogos de azar”, insinua o editorialista do O Globo.

Em todas as oportunidades, o jornal carioca praticamente repete os mesmos frágeis argumentos, além de uma visão míope sobre o jogo legalizado. Não é concebível que um dos maiores jornais do país faça lobby contra a retirada da clandestinidade de uma atividade reconhecida em 75,52% dos 193 países-membros da Organização das Nações Unidas – ONU, em 71,16% dos 156 países que compõem a Organização Mundial do Turismo – OMT e em 93% das nações que formam o G20. Será que O Globo está certo?

A ‘Dona Santinha’ do jornalismo beira o ridículo ao insistir em manter o jogo na ilegalidade, mas os atores políticos e sociais já perceberam que a cortina de fumaça ‘pela moral e bons costumes’ do O Globo na verdade existe um argumento econômico: gestão do Carnaval carioca.

Cartas para redação do O Globo
Vamos manifestar contra a visão míope e equivocada do O Globo através da editoria ‘Dos Leitores’ (cartas@oglobo.com.br). Para que as cartas sejam publicadas devemos seguir as regras dos jornais com identificação completa: nome, sobrenome, endereço, telefone e RG. Além disso, é importante que os textos sejam concisos para evitar edição.

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