‘Dona Santinha’ do jornalismo veicula sétimo editorial contra a legalização dos jogos


24/08/2016 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Pela sétima vez neste ano, O Globo veicula editorial contrário a legalização dos jogos no país. Os outros cinco foram ‘Um alto preço’ (04.01.2016), ‘Ajuste não pode justificar a legalização do jogo’ (24.02.2016), ‘Aposta temerária’ (07.03.2016), ‘Ideia danosa’ (13.06.2016), ‘Legalizar o jogo é inadequado e eticamente condenável’ (05.07.2016) e ‘Liberar o jogo tem custo social e criminal’ (22.07.2016). Em todas as oportunidades, o jornal carioca praticamente repete os mesmos frágeis argumentos, além de uma visão míope sobre o jogo legalizado.

Não existe nenhuma novidade no editorial ‘Ganhos enganosos’ (leia em Opinião) desta segunda-feira (22), pois os argumentos são os mesmos de sempre, mas cabe destacar que o jornal coloca em dúvida a origem dos recursos dos jogos ao dizer que “dinheiro proveniente de uma atividade que fere princípios éticos e sociais, incompatível com as tradições do país seja admitido como reforço orçamentário, a tese é enganosa”.

Outra opinião

A outra opinião da editoria ‘Tema em Discussão: O lobby pela descriminalização dos jogos de azar’ desta segunda-feira foi do presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Ricardo de Almeida, através do texto ‘Complexo de vira-lata’, em que o dirigente comenta que “não é possível que instituições como PF, MP, Judiciário e a Receita não consigam fiscalizar e coibir crimes. Existe tecnologia para isso. Temos que acreditar na nossa capacidade de fazer.”

Nunca é demais lembrar

A ‘Dona Santinha’ do jornalismo beira o ridículo ao insistir em manter o jogo na ilegalidade, mas os atores políticos e sociais já perceberam que a cortina de fumaça ‘pela moral e bons costumes’ do O Globo na verdade existe um argumento econômico: gestão do Carnaval carioca.

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