Editorial do jornal O Tempo defende a legalização


25/08/2016 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Para finalizar uma sequência de reportagens especiais sobre a legalização dos jogos no Brasil, o jornal O Tempo de Belo Horizonte (MG) veiculou editorial sob o título ‘No país da jogatina’ em que defende a regulamentação desta atividade no país. Confira abaixo.

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Editorial O Tempo: No país da jogatina
Um grande mercado que se movimenta na sombra e à margem da lei, empregando milhares de pessoas em meio a uma rede que faz circular até R$ 20 bilhões por ano no país e que continua crescendo, desafiando a crise e as autoridades.

Os jogos de azar constituem algo espetacular, conforme mostrou O TEMPO ao divulgar números e implicações da contravenção, que se constitui em atrativo para amplas e diferentes camadas da população.

São 300 mil os pontos de jogo do bicho em funcionamento, 400 mil caça-níqueis e 400 bingos. Não se sabe qual modalidade cria maior nível de dependência da clientela, mas todas exercem fascínio sobre os apostadores.

Jogar no bicho é a coisa mais fácil e tranquila, pois, ao contrário dos jogos oficiais que o governo federal monopolizou por meio da Caixa Econômica Federal (CEF), geralmente não há filas e tudo é muito discreto e liberal.

Todos conhecem as regras, e o apostador pode jogar a quantia que bem entender, principalmente no caso do jogo do bicho. Funcionando em bares, padarias e bancas de jornais, os pontos são de fácil acesso e contam com uma eficiente publicidade informal.

Proibidos em todo o território nacional logo após a Segunda Guerra Mundial por decreto presidencial, os jogos de azar têm sobrevivido à repressão policial e têm ampliado seus tentáculos incrivelmente, a ponto de o governo cogitar sua regulamentação, incentivando a jogatina.

Não tem sido fácil identificar quem comanda a contravenção, mas sabe-se que a polícia tem outras prioridades e luta contra a falta de pessoal, viaturas e equipamentos para atender o clamor da sociedade no combate à criminalidade.

O que se sabe é que a regulamentação deverá tirar um pouco da atratividade desses jogos, embora possa gerar mais impostos para o governo, especialmente no caso dos cassinos, que já teriam uma boa estrutura para funcionar em Minas Gerais. (Editorial do Jornal O Tempo – Belo Horizonte – MG)

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