Processo de legalização sofre ataque ultraconservador


07/09/2016 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



O processo de legalização dos jogos pode ser dividido em várias etapas. Já avançamos e vencemos algumas fases, mas neste momento estamos presenciando fortes críticas de segmentos ultraconservadores instalados nas redações do O Globo, O Estado de São Paulo e em algumas igrejas evangélicas ou pessoas que as usam institucionalmente para se manifestar contrárias a legalização. Infelizmente, mais uma vez questões religiosas, morais, políticas, ideológicas, acabam contaminando o debate.

Neste domingo (4), o jornal O Estado de São Paulo, que sempre se coloca com frequência na vanguarda do atraso e do conservadorismo e sempre dá preferência por opiniões com viés negativo sobre a legalização dos jogos, veiculou a reportagem a ‘Transtorno do jogo compulsivo é semelhante ao alcoolismo, mas preconceito impede tratamento’ e o editorial ‘Contra a jogatina’.

Infelizmente, a reportagem sobre patologia não aborda as melhores práticas usadas em vários países para enfrentar o problema da ludopatia, se restringindo a questões pontuais e com viés caótico: quanto mais jogo tiver pior vai ficar.

O editorial, já começa equivocado quando chama os jogos de ‘jogatina’ e critica a aprovação do PL 442/91 pela Comissão Especial do Marco Regulatório. O texto também aborda um dos artigos do projeto, que segundo o jornal “propõe anistia de todos os acusados da prática de exploração ilegal de jogos de azar e extingue os processos judiciais em tramitação”. Na verdade, estes efeitos já estão previstos no Artigo 2º e parágrafo único do Código Penal (Decreto-Lei 2848/1940).

Além disso, o jornal é tendencioso e destila hipocrisia em utilizar a justificativa original do projeto de lei, que é de 1991.

O principal argumento do editorial comprova o atraso e o conservadorismo do jornal paulista ao afirmar que “é bom que os jogos de azar sejam proibidos não apenas por questões morais, mas também por questões de justiça e de prudência política. Tais atividades não geram riqueza para a sociedade nem produzem bem-estar para as famílias”.
Fonte: BNL

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