Receita prevista com privatização de loterias é questionado


15/09/2016 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Duas reportagens veiculadas na grande mídia, sendo uma no O Globo e outra na Folha de Pernambuco, questionam as receitas previstas pelo Ministério da Fazenda com privatizações e concessões.  

Especialistas e técnicos da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados ouvidos pelo O Globo afirmam que incluir no projeto de Lei Orçamentária Anual R$ 18,4 bilhões decorrentes de novas concessões e permissões e R$ 11,8 bilhões de vendas de ativos foi um risco. Isso porque não há garantias de que esses recursos entrarão nos cofres públicos. Na lista dos ativos estão: Caixa Seguradora, Loteria Instantânea, BR Distribuidora e IRB.

Segundo reportagem da Folha de Pernambuco, agenda de privatizações que garantirá o levantamento desses recursos começa, aos poucos, a ser detalhada pelo Governo Federal. Operações da Caixa Econômica, Correios, Eletrobras e empresas da Petrobras, já foram citadas, além de aeroportos e equipamentos de infraestrutura. Por serem mais atrativas, instituições financeiras devem estar no topo da lista de vendas, acredita o presidente da Inter B – Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak. “O Governo já sinalizou que algumas operações da Caixa Econômica (100% estatal), como a loteria, podem ser negociadas. O banco ainda tem outras funções como seguridade, financiamentos e habitação, que poderão ser repensadas”.

Caixa e Correios

A loteria instantânea da Caixa e a futura loteria eletrônica estão na mira. A venda da empresa de Correios também vem sendo cogitada. Os riscos de privatização têm incomodado os bancários e os trabalhadores dos correios, que questionam as consequências para os empregos.

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