Manuel San Román: “É melhor regular que proibir”


16/03/2017 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Esta foi a definição do diretor de Cassinos do Ministério de Turismo do Peru – MINCETUR, Manuel San Román Benavente, em entrevista ao portal argentino El Diario del Juego, em que o dirigente defendeu a legalização do jogo no Brasil. Segundo o dirigente, a legalização do jogo no Brasil vai ajudar toda a região.

Perguntado se a legalização do jogo no Brasil, considerado um grande mercado na América Latina, afetaria a região em geral e do mercado peruano em particular ele disse que seria um plus para a região.

“Primeiro, eu sempre fui um defensor que é melhor regular a proibição, porque é uma parte lógica desta atividade em que eu já tenho mais de dez anos. A melhor maneira é não proibir, porque a proibição traz outros problemas, como inconvenientes ilegais e outros jogos. Cada país tem o seu próprio mercado. Existem muitas pessoas que vêm para o Peru para o turismo, em alguns casos, há também visitantes do Brasil que chegam de charter para jogar nos cassinos. Isso em si poderia ser afetado, mas no final temos o nosso próprio mercado. Ele vai certamente ajudar a região com a atividade no Brasil autorizada e regulada. Vejo-o mais como um plus que toda a região tenha autorizado, regulado e controlado jogo. Eu não acho que há um impacto negativo sobre o jogo do Peru”, comentou Manuel San Román Benavente.

Mudança de cenário

Em março de 2014, o signatário desta Coluna teve a oportunidade de participar com Manuel San Román no painel ‘O jogo legal. Benefícios para todos. Experiências na luta contra o jogo ilegal’ durante o ‘II Seminário Internacional de Loterias – Desafiando o Contexto’ realizado em Mar del Plata e promovido pela ALEA. Naquela oportunidade, o dirigente detalhou a forma como seu país enfrentou o jogo informal. No Peru foram criadas várias normativas para garantir o controle sobre o jogo informal. 

Segundo San Román foram necessários cinco anos para melhorar o cenário da informalidade. Inicialmente, foi criada uma regulamentação para a operação dos jogos de azar, para depois editar regras de punição para aqueles que não se enquadravam nas normativas do governo. A Comissão de Jogos do Peru pode requerer apoio policial para fechar salas clandestinas e apreender equipamentos ilegais, além do direito de destruí-los. Desde 2006, que operar jogos ilegais no Peru é crime punido com dois anos de detenção e, em caso de reincidência, a pena é duplicada.

Manuel San Román destacou as principais medidas adotadas no Peru na luta contra o jogo clandestino. Elas podem ser descritas como os sete mandamentos do jogo legal: 01. Regular antes de proibir; 02. A proibição leva ao jogo clandestino; 03. O jogo clandestino leva a corrupção; 04. Jogo é atividade sensível que requer transparência; 05. Política de portas abertas com os operadores; 06. Não se pode regular fora da realidade e; 07. Publicação prévia das normas para críticas e comentários.

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