“Eu me apoio na inspiração que existe entre mim e o público”


01/06/2017 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Caixa,Novidades



Com show marcado para este final de semana (2 a 4), na CAIXA Cultural Brasília, o cantor, compositor e ex-Mutante, Arnaldo Dias Baptista, fala sobre o espetáculo Sarau o Benedito?, sobre Brasília, Niemeyer, sua interação com o público e outras curiosidades, numa entrevista exclusiva para a Agência CAIXA de Notícias.

Composto apenas por um piano de cauda e o próprio Arnaldo Baptista, o concerto apresenta um vídeo-cenário com obras plásticas do artista durante o show. O mais recente projeto do músico, que liderou a banda Os Mutantes nos anos 1960 e 1970, ao lado do irmão Sergio Dias e de Rita Lee, já percorreu os palcos mais nobres do país, como o Teatro Municipal de São Paulo e o Teatro de Santa Isabel, em Recife.

Em Brasília o repertório conta com quase 70 canções, escolhidas por Arnaldo na hora do show observando as ações das pessoas e o ambiente. O repertório traz clássicos como Cê Tá Pensando que Eu Sou Loki?, Não Estou nem Aí, Jesus Come Back to Earth e Balada do Louco, além das mais recentes I Don’t Care e Walking in the Sky.

O que vem a ser o Sarau o Benedito?
Eu me apoio na inspiração que existe entre mim e o público. Eu tenho muitas músicas na cabeça, já ensaiadas, que eu sei tocar, mas vou de acordo com o ambiente. Se for um parque de diversões, eu toco uma música caipira ou coisas ligadas a bailarinas. Se for uma coisa espacial, eu toco 2001 (Uma Odisseia no Espaço). E nesse sentido, eu vou colorindo o show de acordo com o público.

De onde surgiu essa ideia?
Desde pequeno, em casa, eu ensaiava um show utópico que eu pensava em fazer no futuro. Eu experimentei aos poucos e fui ganhando experiência. E foi assim a história.

E essa questão de misturar música e artes plásticas?
Isso é interessante porque, às vezes, uma inspira a outra. Não é sempre que isso acontece, mas às vezes eu me apoio em uma música e pinto em função dela. E às vezes eu me apoio em uma pintura e componho em função dela.

Como é para você se apresentar aqui em Brasília?
O interessante é que não tenho boa memória da época que estive em Brasília. Mas foi muito pouco tempo. Mas tem as obras do Niemeyer, uma vez a Yoko Ono falou que parece que está em outro planeta quando ela chegou. Eu adoro, quero conhecer as coisas que ele fez em arquitetura.

Arnaldo, chega a ser até uma curiosidade. Você ainda continua apaixonado pelos amplificadores valvulados?
Sim, é uma ótima pergunta também. Mas num sentido assim de que a gente consegue fazer o é capaz, tem posse e conhecimento. Mas eu estou falando há muitos e muitos anos que eu quero um show com amplificadores valvulados, então eu vou continuar batalhando até poder conseguir.

Casa lotada, com certeza, os ingressos estão quase esgotados. Certamente o show vai ser um sucesso…
Ah! Eu não contava com isso. Você falou e eu levei um susto. Então, eu vou tentar fazer jus ao que eles estão botando fé em mim.

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