Governo vai antecipar venda da LOTEX e poderá render R$ 3 bilhões


29/06/2017 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Com a arrecadação em queda, o governo já estuda um plano B para cumprir a meta de manter o rombo das contas públicas em, no máximo, R$ 139 bilhões neste ano. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO, entre as possibilidades em estudo está o aumento da Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide). No entanto, a possibilidade encontra resistência.

— Tem muita resistência ainda dentro do governo — afirmou um interlocutor do presidente Michel Temer, sob a condição de anonimato, que resumiu: — É impopular.

O argumento de quem é contra é que a medida é bastante impopular no momento em que o governo está no momento mais enfraquecido politicamente, por causa das denúncias de corrupção contra o presidente da República. O que pode ser arrecadado também é considerado baixo, já que a medida teria efeito apenas nos três meses finais de 2017. A projeção de arrecadação é de apenas R$ 3 bilhões.

Venda da LOTEX

Esse dinheiro poderia ser conseguido por outros meios. Um deles seria fazer com que a venda da Lotex, a empresa de raspadinhas da Caixa Econômica Federal, seja feita por concessão direta. Assim, o dinheiro entraria diretamente nos cofres do Tesouro Nacional. O banco quer que a essa operação seja feita via Caixa como uma privatização por dentro da instituição. Com isso, os recursos iriam para o balanço e a União receberia o pagamento de imposto sobre a operação.

Se a transação for feita como defende o Ministério da Fazenda, ela pode render até R$ 3 bilhões para o governo. Se for via Caixa, os ganhos cairiam pela metade. Ela estava prevista para ocorrer em novembro, mas o cronograma foi antecipado, de acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO.

— Corremos com o cronograma por eficiência dos técnicos – afirmou um outro técnico, sob condição de anonimato.

De acordo com uma fonte a par das negociações, os quatro maiores grupos de exploração de loteria instantânea estão interessados no leilão. A demanda não teria caído nem mesmo com o cenário político do país. (O Globo Online, 28.06.2017)

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