Grande mídia repercute patologia do personagem de Lilia Cabral em “A Força do Querer”


04/07/2017 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Com o avanço da novela “A Força do Querer” a personagem Silvana, vivida por Lilia Cabral na novela está cada vez mais viciada no jogo. A novela está no capítulo 70 e Silvana está chegando ao fundo do poço.

Desde o anúncio da novela, o BNL ficou apreensivo de como a abordagem de uma jogadora patológica na novela no horário nobre das 21h, da Rede Globo, repercutiria na mídia e se atrapalharia o processo de legalização dos jogos no Brasil.

Até este momento o tema vem sendo tratado com muita sensibilidade e responsabilidade pela autora Gloria Perez, que entende que essa foi uma maneira de, além de retratar o vício em jogo, falar sobre algo maior: a falta de controle. “O foco não é o jogo, é a compulsão, essa necessidade cega, impulso, que leva uma pessoa a se tornar dependente de alguma sensação. “No caso de Silvana, a compulsão é pelo jogo, mas poderia ser por bebidas, drogas, sexo, compras, etc.”.

A grande mídia começa a repercutir o tema através de reportagens especiais e a maioria não tem sido negativa para o processo. Este é o exemplo da reportagem em Destaque, veiculada pela Revista Caras. Comportamento semelhante pode ser observado no artigo do professor titular do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da FMRP-USP, José Alexandre Crippa é veiculado no Blog Letra de Médico na VEJA.com.

O Estado de São Paulo, que tem linha contrária a legalização, reproduz reportagem do The New York Times, com uma visão mais negativa sobre o tema, mas mesmo assim a matéria considera todas as opiniões sobre o tema.

Os assinantes sabem que os opositores que têm discursos contrários a legalização usam a patologia, lavagem de dinheiro e ausência de controle como argumentos para manter o jogo na ilegalidade. Não podemos ignorar o problema e a melhor forma de enfrentarmos a patologia é conhecermos o tema e entendermos como a mídia está abordando a temática em função da novela.

Migração para outras modalidades e fundo do poço

O interesse de Silvana nos jogos, principalmente aqueles que envolvem apostas, está ficando cada dia mais insustentável. Depois do pôquer e de marcar presença em um cassino clandestino, a arquiteta passa a jogar em máquinas de caça-níquel.

Na próxima etapa do comportamento patológico, a personagem Silvana vai parar numa clínica de recuperação nos próximos capítulos, após perder tudo na jogatina e ter vício descoberto por Eurico (Humberto Martins).

A sequência terá início nos capítulos que serão exibidos entre os dias 10 e 15 de julho, quando Simone (Juliana Paiva) pressionar a mãe depois de mais uma mentira. Ela dirá que a mãe está viciada no jogo e irá se afundar. Silvana, como sempre, não admitirá o vício e discutirá com a filha. “Eu nunca fui viciada! Eu tenho pleno controle de mim mesma! Eu não estou doente, não estou perturbada!”, esbravejará a arquiteta.

A cena será de tristeza. Ao ver a arquiteta sendo levada contra sua vontade, a filha Simone (Juliana Paiva) vai chorar e o marido Eurico também ficará arrasado.

Para conhecimento dos assinantes, o BNL estará veiculando as principais reportagens publicadas nos últimos dias pela grande mídia sobre patologia vinculada com a personagem da atriz Lilia Cabral.

Comentamos: pior na ilegalidade

Sabemos que sempre existirão posições contrárias em relação aos jogos, mas o pior dos quadros é a clandestinidade, que alimenta os crimes e a impossibilidade de regras claras que transformam em riscos calculados todos os problemas oriundos da patologia dos jogadores e os riscos inerentes à lavagem de dinheiro em cassinos e ambientes de jogos.

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