Deltan Dallagnol entrou no MPF de forma ilegal


28/07/2017 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades


O jornalista Reinaldo Azevedo acusou no seu programa na rádio BandNews FM, desta segunda-feira (24), que o coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato no Paraná, procurador Deltan Dallagnol entrou no Ministério Público Federal – MPF de forma ilegal. Segundo o jornalista, Dallagnol não tinha completado dois anos de formado quando ingressou na instituição, como previa a Lei Complementar 75/93. Dallagnol passou no concurso para procurador da República no mesmo ano em que colou grau em Direito, em 2002. Como não preenchia o requisito de dois anos de formado, ele recorreu à Justiça para conseguir ser empossado, o que aconteceu em 30 de janeiro de 2003. “O Dallagnol ingressou no MPF sem respeitar a lei da época; tudo bem que teve o aval dos tribunais superiores, mas ingressou contra a lei”, disse Reinaldo Azevedo.

MPF vai investigar conduta de Deltan Dallagnol por comercialização de palestras

Além da denúncia do jornalista, o Ministério Público Federal vai investigar a conduta do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná. Na última sexta-feira (23), a Corregedoria Nacional do Ministério Público encaminhou à Corregedoria-Geral do MPF cópia da reclamação disciplinar instaurada para apurar a conduta do procurador. Ele será investigado por supostamente ter comercializado palestras que proferiu no ano passado. Os autores do pedido afirmam que Dallagnol está usando as investigações da Lava Jato para enriquecimento pessoal.

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato recebeu R$ 219 mil em 2016 em 12 palestras feitas para falar da corrupção e da história da operação.

Crítico da legalização dos jogos

O procurador da República Deltan Dallagnol é autor do artigo intitulado ‘A legalização dos bingos sob prisma da lavagem de dinheiro’ e veiculado em novembro de 2015, que conclui sobre a inviabilidade de controle da lavagem de dinheiro e da sonegação de tributos nos bingos.

Neste artigo, o procurador defende irresponsavelmente que os jogos continuem na ilegalidade, pois segundo Dallagnol na clandestinidade impede que sejam usados para lavagem de dinheiro.

“Os bingos podem ser usados de múltiplos modos tanto por clientes como seus proprietários para a lavagem [de dinheiro]. (…) Por outro lado, a manutenção da atividade do bingo na esfera da ilegalidade impede que ele seja usado para ‘esquentar’ recursos”, comenta Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato do Ministério Público Federal.

O ex-procurador Pedro Taques também está com problemas

Reportagem do Fantástico deste domingo (22) revelou que o ex-promotor e governador do Mato Grosso, Pedro Taques pode estar envolvido em central de espionagem. O ex-secretário de Segurança Pública contou que ouviu do comandante-geral da PM que as interceptações eram feitas por determinação de Pedro Taques. O escândalo da central clandestina de espionagem em Mato Grosso – mostrado pelo Fantástico há dois meses – ganhou mais um capítulo. A investigação agora é para saber quando começou, se ainda existe gravação clandestina e se o governador Pedro Taques, do PSDB, está envolvido diretamente no esquema criminoso. Veja a reportagem completa no vídeo acima.

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