Ministério da Fazenda e Caixa discordam do modelo da Lotex


29/07/2017 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades


Nota veiculada pela coluna da Mônica Bergamo na Folha de São Paulo desta sexta-feira (28) mostrou que a Caixa Econômica Federal está brigando para ficar com a operação da Loteria Instantânea Exclusiva – LOTEX. Confira:

 

DE UM LADO

A CEF (Caixa Econômica Federal) decidiu abrir guerra contra a cúpula do Ministério da Fazenda por causa da Lotex, a loteria instantânea conhecida como “raspadinha”. Ela quer administrar e privatizar a empresa.

DO OUTRO

Já a Fazenda quer fazer um leilão para que a “raspadinha” seja administrada por meio de concessão e acredita poder arrecadar R$ 4 bilhões em um leilão.

FALA COM O CHEFE

A disputa foi levada ao ministro Moreira Franco (Secretaria Geral), que se reuniu nesta quinta (27) com os dirigentes da CEF e do ministério. O impasse não foi superado e Moreira disse que submeterá a decisão a Temer.

 

Armadilhas pelo caminho

Uma reportagem do jornal Valor Econômico, veiculada no dia 29 de junho sob o título ‘Valor de concessão de loteria cai e frustra governo’ já mostrava o descontentamento da Caixa Econômica Federal com a opção do modelo que seria sugerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e escolhido pelo Ministério da Fazenda para a operação da LOTEX.

Nesta reportagem ficava clara as digitais da Caixa nas informações prestadas ao jornalista em ‘off’ por um representante do banco. Além disso, a informação do valor superestimado de R$ 4 bilhões para a operação sugerida na nota da Mônica Bergamo é mais uma armadilha para os técnicos do Ministério da Fazenda.  Todos sabem que a estimativa do valor para a concessão da LOTEX será de até R$ 1 bilhão.

Pelo resumo da obra

A Caixa perdeu a oportunidade de administrar, operar e privatizar a empresa Caixa Instantânea S.A. (subsidiária do banco) pelo ‘resumo da obra’, pois apesar dos esforços da área de loterias através da vice-presidência de Fundos e Loterias (VIFUG) e da superintendência Nacional de Loterias (SUALO), as loterias da União administradas pela CEF nunca foram prioridades para o banco. Temos acompanhado ao longo dos anos, a falta de comprometimento e o descaso dispensado às loterias por diversos setores do banco, principalmente tecnologia, rede e marketing.

Particularmente, acredito que a entrada de um novo operador no mercado brasileiro vai retirar da zona de conforto as operações das loterias da União, operadas pela Caixa. VIFUG e SUALO passarão a ter fortes argumentos dentro do banco para agilizar, modernizar, reformar o mix de produtos, entre outras medidas necessárias para melhorar este serviço.

Concorrente

Apesar da opinião pessoal favorável a legalização dos jogos dos técnicos da Caixa, a entidade Caixa nunca manifestou-se publicamente sobre a legalização dos jogos. Já ouvimos de parlamentares simpáticos a Caixa que a entrada de novos jogos poderia concorrer com as loterias. Na nossa opinião, a LOTEX será a grande concorrência.  

Aposta

O BNL aposta que a Caixa vai perder esta batalha, mas o mercado ganha com a quebra do monopólio do banco em operar loterias.

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