Japão: Escolha das concessionárias de jogo nas mãos dos governos locais


23/11/2017 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



A legalização da indústria do jogo no Japão esteve esta quinta-feira em destaque na edição de 2017 da MGS Entertainment Show, uma das duas grandes feiras anuais dedicadas ao sector dos casinos que se realizam no território.

Durante um dos simpósios que integraram o programa da iniciativa durante o dia de ontem, o empresário japonês Takayoshi Koike, director executivo da Capital & Innovation explicou que cabe aos governos locais – e não ao Executivo central nipónico – a selecção das operadoras que deverão dividir entre si o incipiente, mas apetecido mercado do jogo do Japão.

Takayoshi Koike foi um dos oradores convidados de uma mesa redonda que discutiu as vantagens que deverão advir da aposta no desenvolvimento de resorts integrados no país. A iniciativa serviu ainda para tomar o pulso ao potencial de um negócio que poderá vir a rivalizar com o mercado do jogo do território.

O director executivo da Capital & Innovation defendeu que o estabelecimento de consórcios poderá ser o melhor modelo de negócios no âmbito da abertura do Japão à indústria do jogo. O responsável lembrou ainda que as condições actualmente delineadas pelo Governo japonês são “em média, muito similares às vigentes em Singapura”.

Citado pela Macau News Agency, Takayoshi argumentou que “a chave para o sucesso [da indústria do jogo no Japão] passa por combinar empresas locais com operadores de resorts integrados estrangeiros”. O empresário salientou também que as autoridades japonesas têm instruções para dar prioridade à parte local dos consórcios no momento de escolher os candidatos a quem serão atribuídas as licenças.

O empresário pronunciou-se ainda acerca do eventual impacto da legalização do jogo na economia nipónica, mostrando-se convicto de que as receitas brutas do sector poderão atingir os 20 mil milhões de dólares norte-americanos. Takayoshi está convicto que Tóquio poderá autorizar a atribuição de até nove licenças de operação de resorts integrados, ainda que numa primeira fase, apenas devam ser concedidas uma ou duas licenças.

O director executivo da Capital & Innovation está convicto de que o potencial económico da medida vai ser enorme a nível regional. Takayoshi estima mesmo que as receitas de uma única operadora possam ser equivalentes a metade do Produto Interno Bruto das Filipinas.
Fonte: Ponto Final

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