“Reserva nacional” para jogos de azar


10/01/2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Apesar do recesso parlamentar em Brasília, deputados e senadores articulam a toda a votação de projetos de impacto, como o que legaliza os chamados jogos de azar. A novidade agora é o lobby para que entre no projeto um artigo no qual estejam “protegidos” os empreendedores nacionais do setor: leia-se os bicheiros, bingueiros…

Tem motivo: gigantes do mundo dos cassinos já mapeiam os estados brasileiros com potencial para o negócio e a Bahia e Salvador estão dentro. São empresas de Las Vegas, grupos internacionais como o MGM Mirage e Sands Corporation, com cassinos em Macau e Europa, onde o dinheiro rola alto.

Perto deles, em potencial financeiro, os grandes bicheiros brasileiros são, literalmente, fichinha em uma máquina de caça-níqueis. Parlamentares do PSD baiano, por exemplo, ao que se leva a crer, como o senador Otto Alencar, são favoráveis a uma espécie de reserva de mercado nacional para setor da jogatina legalizada.

Produto nacional

Ângelo Coronel, pretenso candidato ao Senado na chapa de Rui, acha mais do que justo. Diz que conceitualmente é contra (jogos), mas que se deve valorizar o que é da terra.

– O que não pode é deixar que os estrangeiros mandem no jogo – diz ele.

Mas ainda não há consenso na bancada baiana. O próprio Elmar Nascimento (DEM), que foi presidente da Comissão que trata do assunto, já intermediou encontros de empresários estrangeiros com ACM Neto. Para abrir cassino será preciso autorizações do município e outras do Estado.

Mas sai todo mundo ganhando: estados e municípios devem arrecadar muito com impostos. Cifras de até R$ 18 bi em todo o País. Além de girar a economia com turismo, empregos etc. Fonte: Tempo Presente