Banco Comunitário Pracuubense revoluciona economia de comunidade da Ilha de Marajó


09/02/2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



A pequena Vila de São Miguel de Pracuúba é uma comunidade ribeirinha de pescadores que fica a duas horas do centro do município de Muaná, na Ilha de Marajó, no Pará. Foi nesta pequena comunidade de pouco mais 1.500 moradores que nasceu o Banco Comunitário Pracuubense e, com ele, a moeda comunitária pracuúba, nome que rende homenagem à árvore nativa da Ilha de Marajó. 

O grande arquipélago paraense possui 16 municípios ao longo de mais de 40 mil km², porém apenas o município de Breves tinha uma agência bancária. Com isso, antes da inclusão bancária de Pracuúba os moradores tinham que se deslocar de barco para conseguir realizar qualquer atividade financeira. “Os empreendedores não tinham motivação para empreender dentro da comunidade porque eles sabiam que as pessoas não iam consumir aqui, então essa questão econômica ficava parada”, explica Rosevany Mendonça, coordenadora pedagógica do Instituto Vitória Régia. 

O banco Pracauubense foi uma meta do projeto Embarca Marajó, uma parceria entre o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB), Instituto Vitória Régia (IVR) e o Instituto Peabiru financiado pelo Fundo Socioambiental da CAIXA (FSA). A comunidade foi treinada, capacitada e o objetivo final foi a implantação do banco comunitário, em abril de 2016. A iniciativa recebeu R$ 3 milhões em recursos não reembolsáveis do Fundo Socioambiental CAIXA e R$ 574 mil de contrapartida das entidades. Em junho do mesmo ano, também pelo projeto Embarca Marajó, foi criado o Banco Comunitário do Rio Canaticu, em Curralinho, na comunidade Ponta Alegre, que utiliza a moeda social “iaçá”, nome alusivo à lenda amazônica sobre a criação do açaí. 

“O banco para mim é tudo, ajudou muito, é um capital que gira na própria comunidade”, contou em depoimento a moradora Lúcia Bahia, dona de uma loja de variedades em São Miguel do Pracúuba. “As pessoas não vão para fora, o dinheiro fica aqui, a gente vende a nossa mercadoria, gera benefícios pra todos. Melhorou cem por cento a nossa comunidade!”.
Fonte: Caixa