Ministro do Turismo é “favorável à abertura limitada de cassinos”


17/04/2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Em entrevista ao Diário Catarinense, o novo ministro do Turismo, Vinicius Lummertz defendeu a legalização de cassinos em resorts especializados. Empossado na última terça-feira no cargo pelo presidente Michel Temer (PMDB), o político, executivo e empresário Vinicius Lummertz, 57 anos, que antes estava à frente da Embratur, logo começou a articular medidas para liberar mais crédito ao setor via BNDES e outros caminhos.

O 12º ministro catarinense foi colocado no lugar certo: é apaixonado pelo setor, do qual já foi empresário e exerceu cargos de liderança, como diretor do Sebrae estadual e nacional, secretário de Desenvolvimento de Santa Catarina e secretário Nacional de Políticas de Turismo. Graduado em Ciências Políticas pela Universidade Americana de Paris com cursos de gestão em Harvard e no IMD (Suíça), é fluente em espanhol, inglês e francês, e faz questão de buscar uma abertura internacional ao setor. Nesta entrevista, o ministro catarinense diz que a meta da pasta é elevar o número de turistas estrangeiros de 6,6 milhões para 12 milhões até 2022.

“Também avançamos no projeto para a abertura de capital de empresas brasileiras de transporte aéreo para investidores estrangeiros, que vai aprovar, se não em 100% de participação, mas em 60% ou 49%. Temos também a Lei Geral de Turismo, que tem 118 itens de mudança, melhorando o ambiente de negócios. Já existem coisas que mudaram em ritmo acelerado e temos novas em andamento”, comentou.

Perguntado sobre a melhor forma de atrair os turistas estrangeiros, o novo ministro defendeu a legalização dos cassinos em resorts integrados.

O que falta para atrair mais turistas do exterior?

Temos que aprovar toda essa agenda que estamos desenvolvendo. Falta competitividade, condições para rentabilizar investimentos. O principal elemento hoje, no Brasil, é a insegurança jurídica. Outro é o custo do dinheiro. Agora as taxas de juros estão mais baixas. A decisão é política, depende de quem é eleito. Entre as mudanças, eu também sou favorável à abertura limitada de cassinos. Abrir em resorts especializados é seguro. O Brasil já tem jogo. Portugal, por exemplo, tem seus cassinos e está tudo tranquilo. O PIB português cresceu 4% no ano passado, mas se não tivesse o turismo, teria recuado -1%. No Brasil, há enfrentamento ideológico, preconceito, típico de país atrasado. É preciso avançar na mudança de mentalidade. SC tem um presente brilhante no turismo, mas vai ter um futuro muito mais brilhante. O turismo representa 12,5% do PIB do Estado e movimentou R$ 10 bilhões na temporada. Temos que colocar o turismo no centro da estratégia do país e de SC.
Fonte: BNL Data

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