CAIXA reduz taxa de capital de giro para médias e grandes empresas em 38%


25/04/2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



A Caixa Econômica Federal reduziu, nesta terça-feira (24), a taxa de juros do capital de giro para médias e grandes empresas, de 1,37% ao mês para 0,85%, uma redução de 38%. A nova taxa de juros, já em vigor, permanece abaixo da média do mercado, que em fevereiro era de 1,44% ao mês. Representantes de segmentos empresariais consideram a medida positiva para acelerar o ritmo da atividade econômica. 

Segundo o presidente da CAIXA, Nelson Antônio de Souza, o banco destinou R$ 11 bilhões para o orçamento da linha de capital de giro este ano, com taxa de juros extremamente favoráveis ao segmento corporativo e com prazo de pagamento de até 48 meses. “Estamos promovendo uma redução de juros de forma sustentável nas linhas que beneficiam as médias e grandes empresas e que movimentam grande parte do PIB brasileiro, assim como fizemos com o crédito imobiliário”, destaca Nelson de Souza.

Com a medida, a CAIXA pretende atrair novos clientes para a carteira de pessoa jurídica. Segundo o diretor de Banco Corporativo da CAIXA, Roberto Luiz Bachmann, a mesa de operações corporativas da instituição subiu 60% nas consultas em março em relação à média de janeiro e fevereiro, refletindo aumento na procura por crédito.

Redução “em boa hora”
A nova taxa de juros da CAIXA deve beneficiar mais de 23 mil empresas com faturamento superior a R$ 30 milhões. O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP, José Ricardo Roriz Coelho, considera a medida fundamental para apoiar as empresas e acelerar o ritmo da atividade econômica do país. 

“A redução da taxa de juros do capital de giro pela Caixa Econômica Federal é uma medida muito importante no atual momento, em que as empresas precisam de crédito, principalmente a custo competitivo, até para voltar a investir e criar empregos. Isso também aumentará a concorrência entre os bancos”, disse Roriz Coelho. 

Segundo o presidente da FIESP, o setor industrial é um forte demandante de crédito, principalmente de capital de giro, para o pagamento de fornecedores, funcionários, impostos e manutenção nas fábricas, entre outros. “Essa redução de juros vem em boa hora. Mas é fundamental que essa medida seja estendida também às pequenas empresas, porque esse setor enfrenta mais dificuldades para obter crédito”.
Fonte: CAIXA

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