Brasil é a nova aposta do magnata dos cassinos


04/06/2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Com fortuna de quase US$ 39 bilhões e uma empresa avaliada em mais de US$ 60 bilhões, o bilionário americano Sheldon Adelson chega aos 84 anos com a ambição de ampliar ainda mais seus negócios. Se nos últimos anos a atenção esteve voltada para a Ásia, agora é no Brasil que o dono da Las Vegas Sands Corp (LVS) concentra suas fichas. Mas, antes que a intenção possa se concretizar em investimentos, é preciso que a legislação mude para liberar a exploração de jogos de azar no Brasil.

— O Brasil é um país gigante que recebe poucos turistas, apenas seis milhões. Nós podemos esperar (a legislação adequada) para montar um resort integrado aqui. Não é só cassino, mas o cassino é importante porque é a parte mais rentável do negócio e subsidia as outras atividades — explicou Adelson ao GLOBO, em recente visita ao país.

O que ele chama de resort integrado é o modelo de negócios que se tornou o carro-chefe de Adelson. Ele consiste em ter, no mesmo espaço, um número elevado de quartos de hotel, centro de convenções, casa de espetáculos, restaurantes, shoppings e, obviamente, cassinos. Foi graças a esse modelo que Las Vegas se tornou um dos principais pontos de atração de grandes convenções nos EUA — algumas com mais de cem mil participantes.

Adelson sabe que a proximidade de uma eleição no Brasil dificulta qualquer aprovação de uma mudança na lei. Mas ele tem uma longa — e controversa — experiência com políticos. Nos EUA, ele é conhecido por ter sido o principal doador da campanha de Donald Trump à presidência e o teria incentivado na adoção de medidas polêmicas, como a recente transferência da embaixada americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

O fundador da LVS tem interesse em investir em um resort integrado no Brasil em locais que tenham uma boa infraestrutura de turismo, o que inclui rede hoteleira, aeroportos, bons restaurantes e clubes noturnos e transporte local para se chegar aos centros de convenção. Rio e São Paulo concentram as atenções, mas ele acredita que Recife e Salvador também podem atender a essas exigências.

Na semana passada, Adelson se reuniu com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e contou que o político quer encontrar meios de atrair mais turistas para a cidade, que anualmente recebe cerca de 1,5 milhão de visitantes estrangeiros.

— Ele está preocupado em atrair mais turistas. Já vi o Rio como a capital do entretenimento. Mas não é mais. O Rio precisa de algo que o revitalize — opinou.
Fonte: BNL Data

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