Cassinos vão a concorrência em Portugal após 90 anos de apostas


02/07/2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



No início do século passado ia-se às praias de Espinho ou da Póvoa de Varzim para estar na pataqueira a jogar à batota. As expressões ficaram no idioma, mas as ações foram para sempre interditadas. A 3 de dezembro de 1927, uma ditadura militar sem “clientela eleitoral” legalizava o jogo em Portugal, acabando com casas clandestinas, as “pataqueiras”, e fixando as apostas de fortuna ou azar autorizadas – o “monte”, ou a tal “batota”, ficava de fora. Passados pouco mais de seis meses, a 1º de julho de 1928, entravam em funcionamento as primeiras explorações legais de jogo no país.

Em 90 anos de jogo legal, que se assinalam neste domingo, muito mudou e pouco mudou. As populares roletas da sociedade balnear já contam pouco. O grosso das receitas do setor entra pela via das slot machines e, cada vez mais, pelas apostas online, legalizadas em 2015. Deixou de haver zonas temporárias de jogo e o mapa dos cassinos entrou pela capital. Mas as concessões mantêm-se ainda hoje com um sistema de monopólios regionais e o jogo ficou para sempre associado ao turismo, com quase quatro quintos dos impostos cobrados a financiarem a máquina de promoção do país no exterior. A tributação aos casinos, que desde início ia até aos 50%, também pouco se alterou.

As regras do jogo podem mudar dentro de ano e meio, ou pode ficar tudo como está. Em 2020 chegam ao fim as concessões nos casinos Estoril, Lisboa e Figueira da Foz, que representam mais de metade das receitas brutas do jogo em cassino em Portugal (52% no ano passado). E apenas três anos mais tarde, em 2023, caducam os contratos do Algarve, Espinho, Póvoa de Varzim, e Madeira. Só os cassinos dos Açores, Chaves e Troia, com concessões até 2033, deverão ficar fora dos novos concursos públicos para zonas de jogo de Portugal. Mas, até aqui, não há novidades a dar, dizem o Ministério da Economia e o Turismo de Portugal.
Fonte: Diário de Notícias

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