Na Inglaterra, o maior vencedor da Copa do Mundo: as apostas online


09/07/2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



LONDRES — Quanto mais tempo Harry Kane, o capitão da Seleção Inglesa, e sua equipe permanecem em campo na Copa do Mundo 2018, maior será o impulso para a economia do Reino Unido. Mas há uma indústria que ganha, não importa o que aconteça: o segmento das apostas.

Os britânicos devem apostar cerca de US$ 3,3 bilhões neste Mundial, de acordo com dados publicados pelo jornal London Times, o que representa um aumento de 50% em relação ao torneio anterior. Este número é quase exatamente a soma estimada do que os fãs gastarão em comida, bebida, mercadorias, pubs, clubes e cafés, se a Inglaterra conseguir erguer a taça.

O boom nas apostas deve sofrer uma pausa para que os apostadores pensem, até porque aproximadamente dois milhões de pessoas no Reino Unido são consideradas em risco de se tornarem viciados em jogos. Restringir a publicidade, sem quebrar as plataformas de apostas, é uma boa maneira de cutucar os consumidores enquanto eles ainda têm seu poder de escolha intacto.

A disseminação da tecnologia e décadas de regulamentação bastante permissiva, com lojas de apostas comuns nas ruas britânicas desde a década de 1960, lançaram as bases para o atual cenário. O mercado de apostas on-line do Reino Unido é o maior da Europa, com receita bruta de US$ 5,7 bilhões, segundo a consultoria GBGC. Mercados como a França estão se aproximando, mas o setor francês ainda tem uma coleira muito mais apertada.

No passado, os agentes da indústria argumentaram que a oposição à publicidade das apostas é emocional, e não baseada em evidências. O doutor Mark Griffiths, da unidade de pesquisa sobre jogos da Universidade Trent, em Nottingham, descobriu o contrário.

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