Governos do PT não foram positivos para os jogos e loterias


09/10/2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



A candidatura do Fernando Haddad do PT não significa uma notícia boa e nem negativa para os defensores da legalização dos jogos. O candidato nunca revelou publicamente sua posição sobre os jogos e loterias.

Com relação ao partido de Lula, o setor de jogos e loterias conhece muito bem a posição do Partido dos Trabalhadores. Durante os 13 anos da gestão do PT amargamos um período de escândalos, promessas, sombras e desconfianças, que geraram um grande retrocesso para o setor de jogos.

Favorável a legalização do jogo do bicho

Na primeira edição do BNL, no dia 1º de setembro de 2001, uma das manchetes do BNL foi ‘Lula defende legalização do jogo do bicho’. Naquela oportunidade, o pré-candidato do PT à Presidência da República, afirmou em um seminário sobre segurança pública no Rio de Janeiro, que era favorável à legalização do jogo do bicho. A opinião do Lula também foi criticada justamente por um dos especialistas encarregados de elaborar seu pré-programa de governo para a área, o ex-procurador-geral de Justiça Antonio Carlos Biscaia. Mas antes disso, em 1986, o então deputado Lula já tinha defendido a legalização do jogo do bicho durante os trabalhos da Constituição Federal.

Legalização dos bingos

Durante a campanha para Presidência da República, Luiz Inácio sinalizou para o mercado que legalizaria os jogos caso fosse eleito presidente. Lula vence a eleição e assumiu em janeiro de 2003 e no dia 13 de fevereiro de 2004, a revista Época publicou uma reportagem sobre uma fita gravada em 2002, que mostrava o ex-presidente da LOTERJ, Waldomiro Diniz, um assessor do ministro da Casa Civil, José Dirceu, cobrando propina de um empresário do jogo do bicho, Carlos Cachoeira.

MP fecha os bingos

Em resposta ao escândalo, o governo editou no dia 20 de fevereiro de 2004 uma Medida Provisória que proibia a ação dos bingos e máquinas de caça-níquel em todo Brasil. A MP, derrubada pelo Senado Federal, deu origem a uma batalha de ações judiciais entre as casas de bingo e o governo federal, além de CPIs e investigações.

Pelo fato de ter sido o primeiro escândalo de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores, a legalização dos jogos virou pauta maldita para os atores políticos e parlamentares do PT.

Novo sistema de administração das loterias

No ano de 2006, o Presidente Lula inaugurou o computador responsável pelo processo de transferência do serviço de emissão de bilhetes dos jogos lotéricos, recebimento de contas e recarga de créditos de telefones celulares pré-pagos da Caixa Econômica Federal. Naquele ano, o banco assumiu o controle dos serviços das lotéricas, que era controlado pela multinacional GTech.

Dilma cogitou legalizar bingos, cassinos e caça-níqueis

No final de 2015 e início de 2016, a presidente Dilma Rousseff (PT) cogitou legalizar os jogos de azar como forma de ampliar a arrecadação do governo com impostos que incidiriam sobre a atividade. Em setembro de 2015, durante reunião da qual participaram ministros, ela consultou líderes dos partidos aliados no Congresso sobre a proposta.

No início do ano de 2016, a pedido do Palácio do Planalto, o Ministério do Turismo iniciou no final do ano passado uma ampla pesquisa para avaliar os impactos da eventual liberação de cassinos no Brasil e os possíveis modelos de exploração de jogos de azar.

No dia 17 de abril de 2016, ocorreu, no plenário da Câmara dos Deputados, a votação que decidiu pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff paralisou o processo de legalização e todos os projetos que tramitavam no Congresso Nacional.

Esquerda tem relação conflituosa com os jogos

Ao longo dos 20 últimos anos de estudo deste mercado, percebemos que os atores políticos dos partidos de esquerda têm uma relação conflituosa com os jogos de azar e loterias.

Um dos exemplos mais contundentes são as posições dos senadores Lindenberg Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR e presidente do PT) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal. Todos resistem a legalização do jogo, sendo que o senador da Rede apresentou voto em separado contrário ao projeto, afirmando que a exploração dos jogos de azar promoveria o vício e incentivaria a lavagem de dinheiro.
Fonte: BNL Data

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