Presidente da Caixa sugere privatizar as loterias


14/12/2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Em entrevista ao Valor Econômico, o presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza, entregou à equipe de transição do novo governo um diagnóstico que aponta que a venda de participações em cinco subsidiárias da instituição pode render R$ 60 bilhões ao banco, incluindo tributos, até 2022.

A projeção considera o repasse para a iniciativa privada de parte da Caixa Seguridade, Caixa Cartões, Caixa Loterias, Caixa Banco Digital e Caixa Gestão de Recursos. “Esse é um cálculo conservador. É o valor que essas empresas trariam de imediato para a Caixa Econômica”, frisou o presidente do banco em entrevista ao Valor.

O documento traça um cenário bastante positivo para o banco, que espera contribuir com R$ 800 bilhões para o país, valor que considera todas as operações feitas pela instituição e a venda de ativos.

O presidente da Caixa enfatizou que a venda de participação nas empresas – chamada por ele de “monetização de ativos” – deve ser mantida por seu sucessor, Pedro Guimarães, que assume o cargo com a tarefa de tocar o plano do ministro da Economia, Paulo Guedes, de privatizar áreas do banco que não estão relacionados a políticas públicas, mas podem despertar o interesse do investidor privado.

Com uma visão otimista em relação a 2019, o presidente da Caixa afirmou que o banco deve lançar uma concorrência no início do ano para concluir o processo de seleção do parceiro da Caixa Seguridade para os serviços de seguro habitacional e carta de crédito, automóvel e riscos patrimoniais. Neste ano, a Caixa Seguridade renovou sua parceria com a francesa CNP Assurances até 2041, para os ramos de seguro de vida e prestamista e de produtos de previdência, operação que envolveu o recebimento de R$ 4,65 bilhões. Ele lembrou ainda que foi adiado para 5 de fevereiro o leilão de concessão da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), a “raspadinha”.
Fonte: CAIXA

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