CAIXA anuncia renegociação de R$ 10,1 bilhões em dívidas de financiamentos habitacionais


08/06/2019 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



A CAIXA anunciou, nesta quarta-feira (5), a abertura de renegociação de dívidas de 589 mil contratos habitacionais em atraso. Ao todo, esses financiamentos representam 11% da carteira de contratos ativos e somam R$ 10,1 bilhões em dívidas. Na coletiva de imprensa em que anunciou as medidas para o crédito imobiliário, a renegociação de dívidas e a redução de taxas de juros para novos financiamentos, o presidente Pedro Guimarães ressaltou que os brasileiros passaram por tempos difíceis nos últimos anos, com o crescimento do desemprego e redução de renda, e por isso a renegociação tem o objetivo de beneficiar a sociedade brasileira.

“Quando nós chegamos aqui, normalmente iniciava-se a retomada da casa com 59 dias de atraso. Isso nós não vamos fazer. Vamos dar oportunidade para a pessoa regularizar seu financiamento e manter o seu bem”, disse Pedro Guimarães. “Muitas vezes, quem tinha a dívida tomava um empréstimo de 10% para pagar, e assim se endividava novamente. Se ela não estiver nessa condição, ela vai poder consumir mais, o que vai contribuir para a economia e gerar um benefício para a sociedade brasileira”, avalia o presidente.

A principal condição da renegociação será o pagamento à vista de um valor de entrada e a incorporação das prestações em atraso no decorrer do financiamento. “Não temos a intenção de incluir mais juros do que já existe no contrato”, ressaltou Jair Mahl, vice-presidente de Habitação. Na maioria dos contratos, o valor a ser incorporado nas prestações varia entre R$ 25,00 e R$ 50,00. Na tabela a seguir, são apresentadas diferentes simulações de como fica o pagamento depois de feita renegociação.

Serão oferecidas diferentes opções de negociação da dívida, tais como:
•    Pagar à vista um valor de entrada e incorporar as parcelas atrasadas nas próximas prestações a vencer até o fim do prazo contratual.
•    Utilização do saldo da conta vinculada do FGTS para reduzir o valor da prestação, conforme regras do Fundo.
•    Alteração da data de vencimento da prestação.
•    O cliente que não se enquadrar nos critérios anteriores pode procurar uma agência da CAIXA para verificar a possibilidade de um acordo.

Os 589 mil contratos com prestações em atraso podem beneficiar 2,3 milhões de pessoas em todo o país que moram nesses imóveis financiados. No quadro abaixo, são apresentados quatro perfis diferentes de dívidas que terão oportunidades de renegociação.
Fonte: CAIXA

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