CAIXA devolve R$ 3 bilhões ao Tesouro Nacional


17/06/2019 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



A CAIXA é o primeiro banco a realizar o pagamento de Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) à União. Nesta primeira etapa, a instituição financeira devolve R$ 3 bilhões ao Tesouro Nacional de empréstimos para composição do capital do banco. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (12) pelo presidente da CAIXA, Pedro Guimarães, e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, no Ministério da Economia. A medida confirma a solidez e saúde financeira do banco.

“O IHCD é um instrumento de dívida que a CAIXA tem com o Tesouro Nacional e isso é parte do patrimônio líquido da CAIXA. O movimento que nós fizemos foi pagar essa dívida com ampla capacidade porque hoje a CAIXA, dos grandes bancos, é o que tem o maior excesso de capital”, afirmou Pedro Guimarães. “Para fazer isso, nós fizemos um estudo muito forte internamente e buscamos a aprovação do Banco Central, indicação do Tribunal de Contas da União (TCU) e aprovação do Tesouro Nacional”, explicou o presidente.

A dívida total da CAIXA soma R$ 43,2 bilhões. Até o final do ano, o banco pretende pagar mais R$ 17 bilhões, chegando a R$ 20 bilhões considerando os R$ 3 bilhões pagos nesta quarta. “O banco é pioneiro na ação de devolução de recursos, cumprindo sua missão de aumentar a sustentabilidade e melhorar a governança da instituição”, acrescentou Guimarães. O plano da CAIXA é que a devolução seja concluída até 2021.

A disposição antecipada integra o conjunto de ações de responsabilidade social da instituição. “Nós temos ampla capacidade de pagar e continuar tranquilamente com nosso foco no cliente de menor renda, na padaria do Seu Joaquim, ou seja, pequenas e médias empresas, a população mais carente e o crédito imobiliário”, pontuou Guimarães.

A devolução do IHCD significa uma economia direta para a CAIXA. O custo dessa dívida é de aproximadamente 18%, ou seja, quase três vezes a Selic, a taxa básica de juros da economia. A sustentabilidade dos balanços financeiros do banco será preservada.

Segundo Paulo Guedes, a finalidade é reduzir recursos e utilizar esse montante para abater a dívida pública. “Nossa responsabilidade justamente é devolver esses recursos para a União, e dentro inclusive das exigências do Tribunal de Contas da União, garantir que esses recursos devolvidos abatam a dívida pública”, esclareceu o ministro. Então, é muito importante ficar claro que esse dinheiro não está voltando para o Ministério da Economia colocar em novas destinações. O dinheiro volta para resgatar a dívida pública.”
Fonte: CAIXA

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