A aposta alta na legalização dos jogos no Brasil


26/02/2020 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Não funcionaram mais os cassinos”, estampou a manchete do jornal O Globo do dia 2 de maio de 1946, uma quinta-feira. “O decreto extinguindo o jogo em todo o território nacional, assinado na manhã de terça-feira, já à tarde aparecia no Diário Oficial, e, assim, entrava, automaticamente, em vigor. Por isso mesmo, os cassinos do Rio, por deliberação de seus diretores e obedecendo às determinações da lei moralizadora, já não funcionaram naquele dia”, informava o jornal. Passados quase 74 anos, e depois de muitas voltas na roda da fortuna, as portas dos cassinos nunca estiveram tão perto de ser reabertas no país, escancaradas por um movimento liderado por empresários do jogo, parlamentares e integrantes da cúpula do Executivo.

“DURANTE A CAMPANHA PRESIDENCIAL, JAIR BOLSONARO DIZIA QUE OS CASSINOS SERVIAM PARA ‘LAVAR DINHEIRO’. UM ASSESSOR DIRETO DO PRESIDENTE DISSE QUE AGORA ELE TEM UM ENTENDIMENTO FAVORÁVEL A SUA REGULARIZAÇÃO”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já manifestou a pessoas próximas ser favorável à reabertura dos cassinos em resorts; o chefe da equipe econômica tem dito que, hoje, o Brasil tem todas as condições de abrigar os empreendimentos, abrindo as portas para atrair o turismo de luxo. A posição também é publicamente defendida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e tem apoio do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e do presidente da Embratur, Gilson Machado — nome em alta no clã Bolsonaro e que lançou um plano mirabolante para alavancar o turismo no país, que apela a Sharon Stone e a aventuras de Mickey e Minnie pelo Brasil.
Termine de ler na Fonte: Época

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