Coronavírus: Receita de cassinos de Macau desaba com avanço da epidemia


03/03/2020 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



Os cassinos de Macau, território chinês que é o maior polo de jogos de azar do mundo, registraram uma queda recorde na receita, por causa da epidemia de coronavírus. As casas tiveram de ficar fechadas durante 15 dias em fevereiro, a fim de tentar conter a disseminação do vírus.
A receita bruta dos jogos ficou em 3,1 bilhões de patacas (US$ 386,5 milhões) no mês passado, uma queda de 87,8% em relação a fevereiro do ano passado, segundo dados do Gaming Inspection & Coordination Bureau. Ficou bem próximo das estimativas de analistas, que esperavam um tombo de 90%.
O resultado se deveu à decisão do governo, em 5 de fevereiro, de determinar que os cassinos ficassem fechados por duas semanas, em mais um golpe para o setor, que amargou recuo na receita em 2019. Foi o mais longo período de fechamento: em 2018, as ooperações foram suspensas por 33 horas depois de um tufão.
Os cassinos reabriram parcialmente em 20 de fevereiro, mas o movimento está fraco. A China não está liberando vistos para viagens a Macau, a fim de conter o vírus.
“Pensando em um copo meio cheio, achávamos que teria sido pior”, afirmaram em nota analistas do banco JPMorgan em Hong Kong.
Eles veem impacto limitado do coronavírus no setor de cassinos. “Não acreditamos que o Covid-19 vai diminuir o entusiasmo dos jogadores de maneira prolongada, então seu impacto no potencial de ganhos sustentáveis do setor será limitado”.
A curto prazo, no entanto, o setor ainda vai sofrer. Eles estimam uma queda de 70% em março e outra de 35% em abril. No ano fechado, o recuo da receita seria de 24%.
Fonte:
O Globo

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