Euromilhões pode ser suspenso devido à pandemia


02/04/2020 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



O Euromilhões pode estar em risco de sofrer uma suspensão temporária devido à pandemia do novo coronavírus. Na Espanha, a Lotarías y Apuestas del Estado, similar a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), já suspendeu desde o dia 15 de março todos os jogos sociais físicos e online, assim como adiou o pagamento de prêmios.

A decisão de interromper os sorteios do jogo dos milionários está dependente da evolução da pandemia na França e no Reino Unido, mercados onde tem grande penetração. “Há uma incerteza sobre a evolução do covid-19 nesses países e, caso a situação evolua negativamente, o Euromilhões pode ser suspenso”, informaram fontes do setor ao Dinheiro Vivo.

Nesta terça-feira (31), Espanha registrou 849 mortes, totalizando agora 8.189 óbitos, e 94.417 casos positivos. No Reino Unido, a pandemia está aumentando. Fontes oficiais britânicas contabilizaram 381 falecimentos, o que perfaz agora 1.789 mortes, e 25.150 infectados. Na França, a situação não é diferente, com o registro de mais 399 falecimentos, totalizando agora 3.523, e 52.128 infectados.

Contactada, a Française des Jeux, que explora em França o Euromilhões, adiantou que “permanece atenta ao desenvolvimento da situação” pandêmica e cumprindo as medidas decretadas pelas autoridades. “Para já, os jogos, incluindo o Euromilhões, continuam disponíveis”, afirmou fonte oficial. Já o britânico Camelot Group não se pronunciou até ao fechamento desta edição. Por sua vez, a SCML afirmou que o sorteio continua a decorrer normalmente e todos os países, que pertencem a este consórcio mantêm esta oferta, com exceção de Espanha.

O Euromilhões é apostado na Espanha, França e Inglaterra (os países que lançaram inicialmente este jogo) sendo que, mais tarde, chegou a Portugal, Irlanda, Áustria, Bélgica, Suíça e Luxemburgo. Em 2018 (últimos dados conhecidos), representou 805 milhões de euros das vendas brutas dos jogos da SCML.

Totobola suspenso

Em Portugal, o Governo autorizou que a atividade dos jogos sociais se mantivesse em operação quando decretou, a 19 de março, o estado de emergência. Mas já nessa altura muitos cafés e restaurantes, que têm quiosques de venda de jornais e jogos sociais, tinham fechado as portas. Com grande parte dos portugueses confinados ao domicílio registra-se “uma enorme dificuldade nas vendas”, diz Vasco de Mello, presidente da Associação Nacional de Lotarias e Outros Jogos de Aposta. “Não há circulação de pessoas, não há apostadores”, sublinha. Ainda assim, reconhece, é “melhor estar aberto, sempre entra alguma receita”, embora “a quebra seja muito sensível”.

O Totobola está naturalmente suspenso, já que está dependente da realização dos jogos de futebol nacionais, que não estão sendo realizados. Como sublinha Vasco de Mello, “o volume de jogo é muito mais diminuto e isso vai afetar a SCML, os beneficiários dos jogos e o Estado”, numa altura em que a atividade social é crucial para apoiar os mais fragilizados.

A SCML adianta que mantém “o seu portfólio ativo, com exceção do Totobola – devido à suspensão do calendário desportivo” e, “é também por esta razão que, embora ativo, o Placard apresenta neste momento uma oferta limitada”.

Segundo a SCML, o plano de contingência em curso “tem permitido a continuidade da sua atividade sem disrupções significativas”, encontrando-se “uma parte substancial da rede de mediadores” a operar. Contudo, e “dadas as circunstâncias excepcionais que se vivem e o estado de emergência em vigor, admite-se uma quebra no volume de negócio durante este período”.

Ainda assim, a Santa Casa registrou “um ligeiro aumento” nas apostas pela internet, “quer através de apostadores antigos que reativaram as suas contas, quer através de novos registros na APP e no site dos Jogos Santa Casa”.
Fonte: Dinheiro Vivo

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