Cidadão que teve auxílio emergencial negado pode tentar novo cadastro


09/05/2020 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



O cidadão que teve o auxílio emergencial de R$ 600 negado ou teve o cadastro como inconclusivo poderá tentar se cadastrar novamente para receber o benefício. Nesta sexta-feira (8), o governo federal deve divulgar o calendário do pagamento da segunda parcela do auxílio, que a princípio seria anunciado nesta quinta (7).

Ao todo, mais de 26 milhões de brasileiros tiveram o benefício negado e cerca de 12 milhões tiveram o cadastro inconclusivo. De acordo com o superintendente da Caixa Econômica Federal no Espírito Santo, Dênis Matias, todos eles podem refazer o cadastramento e, quem for habilitado, ainda vai ter acesso às três parcelas do auxílio.

“Todos que tiveram a sua análise não aprovada ou inconclusiva podem retomar e fazer uma nova tentativa. Importante frisar que a pessoa precisa estar atenta se ela atende aqueles requisitos que a lei estabelece, que é não ter renda familiar superior a três salários mínimos, não ter renda por membro de sua família maior do que meio salário mínimo, se é maior de 18 anos, não ter emprego formal e nem receber nenhum outro benefício do governo, como benefício previdenciário, por exemplo”, ressaltou.

“Caso alguém se cadastre ou tenha feito uma contestação do seu cadastro, que por ventura pode ter sido julgado naquele momento incompatível, por algum dado equivocado ou incompleto, naturalmente essas pessoas vão sendo aprovadas e a Caixa vai fazendo o pagamento da sua primeira parcela. Se já tiver liberado a segunda, fará o da primeira e o da segunda, e assim sucessivamente”, acrescentou o superintendente.

Durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial será feito com um calendário diferente do elaborado para a primeira parcela. Segundo ele, o cronograma vai dar mais tempo entre a liberação dos lotes, justamente para evitar a formação de grandes filas nas agências, que marcaram o pagamento da primeira parcela.

“Nós não faremos o pagamento onde acabe acontecendo de um dia [receba], por exemplo, quem nasceu em janeiro e fevereiro e, no dia seguinte, [receba quem nasceu em] março e abril. Ou seja, nós daremos um espaço, exatamente porque é comum que você tenha, nessa parte mais carente da população, as pessoas indo em um, dois ou três dias seguidos”, explicou.

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De acordo com Guimarães, a medida será tomada somente para o grupo de beneficiários que não consta no Cadastro Único do governo federal para programas sociais (CadÚnico) nem no Bolsa Família.

“No Bolsa Família, nós não vamos alterar o calendário. E no caso do Cadastro Único, como são pessoas que já têm conta na Caixa Econômica Federal ou em outros bancos, também é mais tranquilo. Mas estamos bem próximos de anunciar o calendário”, afirmou o presidente do banco.

Com informações do repórter Alex Pandini, da TV Vitória/Record TV
Fonte: Folha Vitória

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