Operadora do jogo em Macau Sands China com prejuízo de US$ 213 milhões no primeiro trimestre


23/04/2021 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Novidades



A operadora de jogo Sands China, com cinco cassinos em Macau, anunciou nesta quinta-feira (22) um prejuízo de US$ 213 milhões (176,9 milhões de euros) no primeiro trimestre, devido ao impacto causado pela pandemia de covid-19.

Em comunicado, a Sands China informou ainda que o total das receitas diminuiu 4,6%, em relação a igual período do ano passado, arrecadando apenas US$ 771 milhões (640 milhões de euros).

Já as perdas no EBITDA (lucros antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) atingiram os US$ 100 milhões (83 milhões de euros), um aumento de 49,2% em relação a igual período do ano passado, quando se ficou pelos US$ 67 milhões (cerca de 55 milhões de euros).

Apesar dos resultados na capital mundial do jogo, o presidente e diretor-executivo da Las Vegas Sands, a empresa norte-americana que detém a maioria do capital da Sands China, Robert G. Goldstein, afirmou que os responsáveis estão “entusiasmados com a oportunidade de receber mais clientes (…), à medida que um número maior de visitantes pode viajar para Macau, Singapura e Las Vegas”.

O responsável afirmou que a procura “dos clientes que puderam visitar [os cassinos] permanece robusta”, sublinhando, no entanto, que “as restrições às viagens por causa da pandemia, particularmente em Macau e Singapura, continuam a limitar as visitas e a dificultar o atual desempenho financeiro” do grupo.

No início de março, a operadora de jogo Las Vegas Sands anunciou a venda de propriedades no valor de cerca de 5,19 mil milhões de euros, incluído o icônico The Venetian Resort Las Vegas, para se focar em Macau.

O grupo, que opera cassinos nos Estados Unidos, Macau e Singapura, celebrou acordos para a venda definitiva do The Venetian Resort Las Vegas, Sands Expo e o seu Centro de Convenções em Las Vegas.

A venda do The Venetian em Las Vegas aconteceu cerca de dois meses depois da morte do fundador do grupo, o magnata norte-americano dos cassinos Sheldon Adelson, que faleceu aos 87 anos, no dia 12 de janeiro, vítima de câncer.

Las Vegas deixou de ser, há muito, a capital mundial do jogo, que se mudou para Macau, com avultados investimentos por parte do grupo, sendo o maior deles o homônimo ‘The Venetian Macao’.

Os cassinos em Macau geraram 63% da receita da empresa em 2019, que foi de US$ 13,7 bilhões (11,5 bilhões de euros), seguidos de Singapura, que representaram 22% da receita, e só depois os dos Estados Unidos.

A filial do grupo norte-americano em Macau, Sands China, inaugurou em fevereiro a primeira fase do Londoner, com tema britânico, um investimento a rondar os 1,6 bilhão de euros, depois de já ter recriado Veneza e Paris em cassinos com o mesmo nome.

Macau, capital mundial do jogo, é o único local em toda a China onde o jogo em cassino é legal e obteve em 2019 receitas de 292,4 bilhões de patacas (cerca de 31,1 bilhões de euros).

Contudo, no ano passado, devido ao impacto causado pela pandemia, os cassinos em Macau terminaram 2020 com receitas de 60,4 bilhões de patacas (6,2 bilhões de euros), uma quebra de 79,3% em relação ao ano anterior.

Três concessionárias, Sociedade de Jogos de Macau, Galaxy e Wynn, e três subconcessionárias, Venetian (Sands China), MGM e Melco, exploram cassinos no território.
Fonte: Jornal Economico

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